
Nos dias 26 e 27 acontecerá no Lagoa Iate Clube a primeira etapa do Ranking Catarinense de Windsurf 2010.

Escrito 01/06/2010
A segunda etapa do circuito Brasileiro de FE foi realizada no Iate Clube do Espírito Santo.
Cheguei lá na quinta feira dois dias antes de começar o evento. Como nas outras etapas tenho sempre viajado com Rafa Cunha e juntos formamos uma equipe informal onde um ajuda o outro o que facilita e muito as viagens com os equipamentos e custos. Além disso, um grande amigo onde um acaba sendo técnico do outro fato muito importante para um bom desempenho.
Velejamos quinta feira com ventos mais fracos que não é normal para Vitória. Vindo do quadrante Nordeste e muito rajado o velejo foi no final de tarde mais para colocar tudo em ordem com o equipamento. Particularmente não gosto de treinar forte no primeiro dia em que chego. Gosto de fazer tudo com calma, falar com os amigos se familiarizar com o local.
Na sexta feira sim foi um excelente dia para treinar forte. O vento apertou por volta do meio dia e fizemos duas quedas. Na primeira queda, com ventos na casa dos 18 nós e muita onda complicado no início achar a regulagem do equipo e as quedas foram muitas pois literalmente estávamos com Wind e muito surf exigindo bastante da força nas pernas. O grupo se formou com uns 10 velejadores e os treinos foram muito bons. Consegui andar muito bem perante todos do grupo e fiquei muito satisfeito com meu desempenho no contra vento e principalmente no popa que além de andar bem o surf estava alucinante e a velocidade era muito grande qualquer descuido era uma bela catapulta. O segundo molho eu resolvi testar equipamentos que eu nunca tinha usado vela 10 e quilha 68 cm. Realmente um dos melhores e mais confortável velejo que já dei em relação à condição que estava o mar e o vento. Muito fácil e rápido no contra vento, porém com menos ângulo de orça e o mesmo no Popa. Para mim a viajem já estava válida, mas ainda tínhamos o campeonato.
Sábado não ventou e foi aquele marasmo no clube, bom para colocar a conversa em dia. Fizemos no final de tarde as regatas de remada com as SUP e para minha felicidade fiz o menor tempo e ganhei a prova. Domingo ultimo dia foram feitas 3 regatas sendo a ultima cancelada, o vento não estava tecnicamente falando na intensidade mínima de 7 nós mas fizemos as regatas, sendo um dos mais pesados ou o mais pesado meu desempenho foi razoável, consegui ficar em sétimo no geral e terceiro na Máster. O importante é que subi da 12 colocação para a 7 colocação no ranking Brasileiro foi satisfatório porem se tivesse ventado mais forte acho que poderia ter um melhor desempenho.
Foi muito bom para meu objetivo que é aprimorar o velejo em ventos fortes visando o mundial em Araruama em outubro que é uma época de ventos muito forte.
Agora é treinar e perder pesso ahahahhh...........


Acontecerá em Vitória ES com sede no Iate Clube de Vitória, a segunda etapa do circuito Brasileiro de Windsurf Fórmula Experience.
A previsão é de 90 velejadores inscritos dos quais a delegação Catarinense estará presente com 4 atletas sendo 1 de Florianópolis e 3 de Balneário Camboriú.
Destaque para o Campeão Brasileiro Rafael Cunha e do Campeão Mundial Alexandre Neves ambos com o apoio da escola CamboriuWind e patrocinados pelo Governo do Estado de Santa Catarina através do FUNDESPORTE. Estarão na disputa defendendo a permanência no ranking brasileiro entre o TOP 5. Outro destaque da equipe catarinense é o velejador Lucca Dagnoni que com apenas 13 anos será um dos mais novos na competição e mais uma revelação de Balneário Camboriú e também da escola e clube de vela Camboriu Wind. Outro velejador que vem evoluindo muito e com certeza vai ter um bom resultado neste evento é Silvio Zuchi Junior
A expectativa é grande, pois Vitória é conhecida entre os velejadores como Ventória um local de ventos fortes o que é muito positivo para os Catarinenses que são acostumados a estas condições de ventos.
Depois de Vitória o circuito Brasileiro da uma parada , retornando em Setembro com a terceira etapa no Rio Grande do Sul em Porto Alegre que será a etapa de água doce. Seguindo em Novembro para Bahia e terminando em SC na cidade de Balneário Camboriú na primeira quinzena de Dezembro onde conheceremos os grandes Campeões do Circuito Brasileiros de Windsurf 2010.

Qual a diferença entre as quilhas utilizadas e homologadas para FE?
Esta é a minha opinião, possuo estas quilhas e comparo muito os equipamento de modo geral, fazendo várias combinações. Uso as velas Severne 2009, Overdrive 11 e 10, minha prancha é Starboard 160 2008. Tenho 94kg e 1.82 metros de altura. Estes relatos são baseados na relação do meu biótipo com meu equipamento. O que posso adiantar é que todas funcionam e tendo uma só, acredite na sua quilha e treine muito buscando sempre melhorar seu desempenho.
R13 70cm - Esta quilha é a coringa (Fusquinha) na dúvida pode colocar ela que vai funcionar e se adaptar a qualquer condição, a prancha fica mais na água ganhando mais controle. Para os velejadores leves que querem ter apenas uma quilha, esta é a quilha. Para os pesados, acima dos 90kg é uma quilha que deixa a prancha mais preza, dá muita velocidade mas perde ângulo no contra-vento e popa. É uma quilha que deixa a arrancada, o começo do planeio mais pesado. Eu uso em ventos acima dos 18nós em condições de mar liso ou acima dos 16 nós quando tem onda.
R 13 70cm S-Flex – Ela tem as mesmas características da R13 70, porem deixa o velejo mais macio, em condições de muita onda é uma ótima quilha facilitando o controle e aliviando a força na perna de traz.
R19 70cm – Esta é a melhor quilha para os acima dos 85kg e principalmente os acima dos 95km estes podem ter apenas esta quilha (para ter uma só). A prancha fica um pouco mais lenta porém se ganha ângulo de orça e no Popa. Tende a tirar mais a prancha da água exigindo da perna de traz. É uma quilha que pede muito treino para se acostumar e regular o equipamento. Sendo muito técnica. Em condições de muita onda o velejo fica bem difícil exigindo muito preparo físico no contra vento e principalmente no popa em condições de mar liso da para trabalhar muito bem nas rajadas. É a minha quilha, mas tive muita dificuldade de me acostumar. Na dúvida vou com ela.
R13 68cm S-Flex – Esta quilha é perfeita para a categoria feminina e Junior se encaixando muito bem para velas abaixo de 8.5 aliviando a força. Em ventos fortes acima dos 25nós facilita o controle e da muita segurança nos jibes por ser mais mole o que ajuda a não deixar a prancha quicar e travar de borda. Em condições extremas e ondas facilita e muito o controle. Pode se diser que é a quilha do desespero, quando o vento esta muito forte e você quer segurança no velejo más se você está muito bem treinado e agüentando o vento ela é muito rápida.



